Fapeam concede bolsa a pesquisadora de Manaus para mestrado no Inpe


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) concedeu bolsa de mestrado e auxílio-pesquisa em caráter excepcional à pesquisadora Tahisa Neitzel Kuck, para desenvolver estudos na área de Sensoriamento Remoto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).
 

Apesar de não estar vinculada a nenhuma instituição local de pesquisa do Amazonas, a Fapeam reconheceu a importância do trabalho para o Estado. Diante da constatação de que a área de conhecimento na qual a pesquisadora foi selecionada não é contemplada por programas existentes no Estado e de que o curso do Inpe tem conceito seis na Capes, o Conselho Diretor da Fapeam decidiu conceder o benefício.

O projeto de Tahisa Kuck, intitulado “A utilização do Sensoriamento Remoto na análise e modelagem do fenômeno de expansão urbana de Manaus”, tem co-orientação da professora Tatiana Schor, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A pesquisa ainda precisa ser melhor delimitada, o que só deve ocorrer a partir do segundo ano de estudo. “O tema ainda está em fase de elaboração, uma vez que no programa do Inpe, o aluno dedica-se, no primeiro ano, apenas ao cumprimento das disciplinas. Porém, certamente será voltado para a análise da expansão urbana de Manaus através do sensoriamento remoto, e provavelmente vincular isso ao estudo das ilhas de calor urbanas”, explicou.

Tahisa Kuck começou a estudar Sensoriamento Remoto ainda na graduação. Ela foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) em 2005, quando conheceu o tema e desenvolveu a primeira pesquisa, sobre “Fragmentação Forestal Intra-Urbana em Manaus”. O trabalho foi realizado no Laboratório de Sistemas de Informações Geográficas (Siglab), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sob orientação do pesquisador Arnaldo Carneiro Filho. “Foi meu primeiro contato com o tema, pelo qual desenvolvi extremo interesse”, disse.

De acordo com Tahisa Kuck, há perspectiva de esta área atrair a atenção dos institutos de pesquisa local para criação de uma pós-graduação strictu sensu. “Na minha opinião, considerando a importância em se monitorar e conhecer a Amazônia, nada mais sensato que centralizar esses estudos em Manaus. Muitas pessoas aqui no Inpe estudam diversos aspectos da Amazônia, mas acredito que a proximidade com a realidade local enriqueceria ainda mais tais estudos”, avalia.

A pesquisadora lembra que o Inpa, o Sipam e as universidades Federal (Ufam) e Estadual (UEA) do Amazonas já desenvolvem pesquisas na área do sensoriamento remoto e possuem estrutura física e humana adequada para tal, mas não têm um curso específico para tratar do assunto. “Acredito que é só uma questão de tempo e de reconhecimento das potencialidades desta ciência”, afirma.

Tahisa Kuck fica este ano em São José dos Campos e no próximo ano realiza trabalho de campo em Manaus.

A bolsa de estudo da Fapeam é avaliada pela pesquisadora como fundamental para que permanecesse no programa do Inpe. “Como estudante vinculada a um programa de pós-graduação, é necessário ter dedicação exclusiva. Longe de casa, tenho que me sustentar aqui, onde o custo de vida é alto, sem a possibilidade de trabalhar. O benefício da Fapeam prevê, além da bolsa, uma passagem aérea de ida e volta para a realização do trabalho de campo e uma de volta quando eu concluir o curso. Isso é importante quando se considera que o campo será realizado em Manaus, uma vez que o acesso só se dá por via aérea e as passagens são caras”, disse.

 Valmir Lima – Agência Fapeam

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