Inpa lança jogo educativo sobre bagres da Amazônia
Os estudantes e os professores do ensino médio agora têm uma nova ferramenta para aprender e, ao mesmo tempo, ensinar sobre a migração de três espécies de bagres da região amazônica. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), lançaram ontem o jogo didático "Piradados", união dos nomes das espécies dourada, piramutaba e piraíba. O grupo de trabalho integra o projeto Biologia Molecular na Identificação de Estoques Pesqueiros: Popularização do Conhecimento Científico. Os primeiros beneficiados serão os alunos do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), localizado no Centro de Manaus. Em seguida, o jogo será apresentado para estudantes das escolas públicas do Estado do Amazonas. A Coordenadora do projeto, Kyara Formiga de Aquino, do Laboratório Temático de Biologia Molecular (LTBM/Inpa), disse que o objetivo é visitar diversas escolas da cidade e disseminar a importância da preservação dos bagres da Amazônia. Ela explica que, além do jogo, também vai haver uma aula prática de extração de DNA do tomate e da manga, e palestras sobre o trabalho que o instituto realiza. "O Piradados é um jogo interativo, elaborado a partir dos resultados do projeto PIRADA, que estuda a genética dos bagres da região. Eles são responsáveis pela maior migração de água doce no mundo", destacou. O jogo Piradados é composto por um questionário de 40 perguntas sobre conceitos de genética, ciclo de vida dos bagres migradores, um tabuleiro e três kits, sendo cada um correspondenete a uma das espécies estudadas. Cada kit contém dois dados, um microtubo, que representa o peão que andará sobre o tabuleiro; 30 peixes de várias cores, representando o cardume da espécie em questão; uma ficha com a foto da espécie, a seqüência de DNA de cada cor de peixe no cardume e uma tabela quantitativa a ser preenchida ao final do jogo. "O jogo vai servir de instrumento para conscientização das comunidades ribeirinhas, ligadas direta ou indiretamente à pesca dos grandes bagres, de uma forma simples e fácil ", afirmou a coordenadora do projeto. Segundo a pesquisadora, o Inpa pretende aferir a aceitabilidade do jogo entre os estudantes, ou seja, o nível de interesse e a funcionalidade. Depois desse processo, o próximo passo é validar o jogo junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) e fazer o registro do produto.

























