Bolsas para doutorado no exterior será de
As bolsas no exterior serão concedidas exclusivamente para áreas de interesse do Estado do Amazonas e para áreas não cobertas por programas de pós-graduação brasileiros. Inicialmente, seriam restritas a instituições conveniadas com o Estado do Amazonas, mas o Conselho Superior considerou que essa deve ser apenas uma prioridade, não uma condição.
“Não devemos restringir aos convênios, pois estaríamos correndo o risco de impedir que pessoas se qualifiquem em centros de excelência apenas porque não há convênio com o governo do Estado”, argumentou José Rincón Ferreira, membro representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A proposta foi acatada pelos demais conselheiros.
Ainda durante a apreciação dessa pauta, alguns conselheiros questionaram se o valor era suficiente para um brasileiro se manter fora do País. Depois de alguns esclarecimentos prestados pela pesquisadora Maria Teresa Piedade, do Inpa, uma das representantes de Instituições de Pesquisa do Estado no Conselho, a proposta de € 1.100 foi aprovada.
Piedade, que fez doutorado na Alemanha, consultou brasileiros que no momento estudam naquele país e obteve informações sobre valores referenciais para um custo mínimo na Europa. “As pessoas que consultei me informaram que com € 1.100 é possível se manter com um padrão razoável. E há muita gente querendo ir para lá com esse valor”, garantiu.
Mais cético, o conselheiro Denis Minev, secretário de Estado do Planejamento Desenvolvimento Econômico do Amazonas, disse que gostaria de obter, na próxima reunião do Conselho, uma avaliação da demanda por essas bolsas. “É importante fazermos esse acompanhamento para saber se o valor vai mesmo atrair pessoas”, sugeriu Minev, que chegou a propor € 1.500, mas foi voto vencido.
Colaboração: Elizabeth Cavalcante



























