MCT libera estudo do INPA das emissões de gases de efeito estufa na várzea do Amazonas
O pesquisador Bruce Rider Forsberg, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), conseguiu liberação, por parte do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Expedição Científica referente ao projeto de pesquisa intitulado “Emissões de CH4 (metano) e CO2 (dióxido de carbono) e balanço de carbono ao longo da várzea do rio Solimões”.
O estudo,que é financiado pela Petrobras S.A., tem a propósito de investigar o papel da várzea amazônica no ciclo regional de carbono e sua influência sobre a clima local e global.
A pesquisa será executada no Amazonas, em parceria com a University of California at Santa Barbara, dos Estados Unidos (USA), representada pelos pesquisadores John Michael Melack e Sally MacIntyre, e terá prazo de dois anos, a contar da data de publicação da Portaria no Diário Oficial da União, no último dia 1º de outubro.
Recentemente, Forsberg, Alexandre Kemenes (do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia – LBA/Inpa) e Melack publicaram na revista Ciência Hoje o artigo “As hidrelétricas e o aquecimento global”, resultado de pesquisas amazônicas sobre os impactos das hidrelétricas em face às mudanças climáticas. Com esse novo projeto, o Dr. Forsberg e seus colaboradores se consolidarão como o principal grupo trabalhando com os efeitos climaticos das áreas alagáveis
CV Lattes
Forsberg possui graduação em biologia na Michigan State University (1974) e doutorado em Ecology and Behavioral Biology da University of Minnesota (1981). Desde 1981, ele reside e trabalha na Amazônia, onde sua pesquisa tem focado na ecologia, limnologia, biogeoquímica e manejo dos ecossistemas fluviais tropicais.
É autor de mais que 70 artigos e cinco livros e orientou 25 alunos de pós-graduação, entre mestres e doutores. Especificamente, suas atuais áreas de interesse incluem a avaliação dos impactos da indústria de petróleo, a biogeoquímica do mercúrio e carbono em ecossistemas fluviais, o manejo do tucunaré (Cichla spp.) e cardinal tetra (Paracheirodon axelrodi) e o desenvolvimento de robôs e sensores ambientais.



























