Os desafios da inovação


Há dois tabus que, particularmente, têm atrapalhado o avanço da nação brasileira rumo a um espaço de prestígio e poder ao lado de outros países que são referências mundiais. O primeiro considera uma heresia a universidade imiscuir-se com o setor produtivo. Outro, um absurdo recursos públicos serem investidos na iniciativa privada. Defendi ardorosamente os dois. Ardorosamente questiono os dois. No primeiro caso, tem-se a causa indiscutível de, no Brasil, produzir-se conhecimento de qualidade, tanto quanto em muitos dos chamados países do primeiro time, mas conviver-se com o tremendo paradoxo de sermos uma das nações que menos transformam conhecimentos em produtos. Ou seja, são conhecimentos que começam e terminam em si mesmos, sem benefícios sociais e econômicos efetivos para a sociedade, de onde, naturalmente, vêm os recursos que sustentam tais atividades. No segundo caso, quem conhece sabe – e eu vi de perto – que, nos países do primeiro time e naqueles que caminham para ocupar essa posição, os investimentos públicos em empresas privadas, ainda que tenham o seu natural componente de risco, é que acabam sendo os grandes responsáveis pela geração de conhecimentos, de produtos inovadores, e, conseqüentemente, pela competitividade do país no mercado mundial. E tudo isso gerador de riqueza, de emprego, renda, qualidade de vida e bem estar social. Trago essas considerações à tona em função de hoje, aqui em Manaus, logo mais à tarde, presenciarmos uma dessas importantes quebras de paradigma com o lançamento oficial de dois editais públicos inovadores: o Programa de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas, na modalidade subvenção, e o Programa Pesquisador na Empresa. O primeiro consiste em investimentos em projetos apresentados por empresas dispostas a desenvolver processos e produtos inovadores, principalmente com insumos de nossa biodiversidade, que possam gerar registros e patentes. O segundo pretende estimular a ida do pesquisador para desenvolver atividades em sua área de competência no interior das empresas. Resultado de parcerias com a Finep e o CNPq, tendo à frente Fapeam, Sect e Seplan, o investimento total será de 7,5 milhões de reais, sendo cinco de recursos federais e dois e meio de recursos do Governo do Estado. Além da quebra de paradigmas, representará uma valiosa contribuição para a busca de alternativas ancoradas na sustentabilidade e na vocação econômica de nosso Estado.

Fonte: www.odenildosena.info

Deixe um novo comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

  • Dados Abertos Fapeam

    lateral_addos_abertos_2026

  • tela-inicial-site

  • Especial Cop 30

    LATERAL DE SITE (1)

  • pos_graduação_stricto_sensu_banner-lateral-site

  • banner-site--revista(1)

  • BANNER-SITE-PROTOCOLO-e1656689607339

  • Acesso à Informação

  • Sem título

  • banner-pesquisa-de-satisfacao (1)

  • falaBr-New