Estudantes produzem álcool em gel antisséptico para assepsia das mãos para combater vírus e bactérias


Projeto de iniciação científica júnior  é desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam

A produção do composto químico para assepsia das mãos é feito pelos alunos no laboratório da escola sob a orientação e supervisão do coordenador do projeto o professor doutor em biotecnologia, Manoel Feitosa Jeffreys, que começou a desenvolver o projeto como alternativa simples, prática e acessível no combate à proliferação de doenças como, por exemplo, o sarampo e a gripe H1N1. Além de ensinar os alunos sobre a importância de prevenir de doenças, o professor também quer contribuir com o desenvolvimento da pesquisa científica, por meio da formação integral dos estudantes.

“O ingresso dos alunos na iniciação científica ajudará na criação de um conhecimento científico em estreita relação com as aplicações tecnológicas e suas implicações socioambientais, políticas e econômicas”, ressaltou Manoel

O projeto é desenvolvido através do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Sant’Ana, localizada no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus.

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O projeto é desenvolvido através do PCE com estudantes do ensino médio, na Escola Estadual Sant’Ana, localizada no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus

Com a produção do álcool em gel antisséptico, o professor quer transformar a atividade teórica em uma atividade prática que seja prazerosa para os alunos com a aplicação direta dessas ciências, química e biologia, na vida diária das pessoas, é que futuramente o composto produzido pelos estudantes poderá ser usado pela escola para higienização das mãos dos estudantes, auxiliando na prevenção de enfermidades.

“Pretendo enfatizar os conhecimentos científicos tanto no campo da Química como da Biologia na formulação bioquímica do processo, desde a pesquisa no campo da Bioquímica Ambiental, Farmacologia e Meio Ambiente. O projeto possibilitará a compreensão dos alunos sobre os efeitos químicos e biológicos, especialmente as reações químicas e biológicas no processo de prevenção de doenças”, disse o professor.

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Projeto do professor Doutor em biotecnologia, Manoel Feitosa Jeffreys e alunos no laboratório da escola

Para dar sustentação aos experimentos laboratoriais os bolsistas do projeto iniciaram os trabalhos com as pesquisas bibliográficas sobre o princípio ativo das substâncias químicas que estruturam a fórmula do composto.

Para o teste de produção de um litro de álcool em gel antisséptico, os estudantes utilizaram os seguintes os materiais: 1L de álcool 70%, 30ml de glicerina, 10g de carbopol 940 (polímero), AMP 95 (trietanolamina), corante, essência, colher, coador, vasilhame de 1 L, vidrarias para o preparo de soluções. Esses produtos são encontrados em lojas especializadas em venda de produtos químicos, de beleza e limpeza.

 

Modo de preparo do composto – Para 1L de álcool em gel antisséptico

Em um recipiente mistura 100mL de álcool 70% a 1 colher de chá de carbopol e diluiu essa substância até formar a consistência de um líquido viscoso (solução aquosa). Em seguida adiciona 0,5ml de glicerina líquida mistura e se preferir pode acrescentar 3 gotas de essência concentrada e o composto está pronto para o uso. Depois de finalizado, o produto pode ser depositado em frascos.  Essa produção de álcool em gel tem validade de três meses e o custo de produção é em média de R$ 25,00.

Para o bolsista do projeto, Cassius Clay Magalhães de Oliveira Filho, de 18 anos, e do 3º ano do Ensino Médio, o experimento científico nas aulas de química serviu para que os alunos aprendessem a produzir o próprio material de higiene e ainda praticar conhecimento teórico com a aplicação das fórmulas, através do experimento laboratorial.  “É uma ótima experiência a possibilidade de aprender mais sobre química e biologia. Na sala de aula aprendemos a teoria, e no laboratório colocamos em prática”, ressaltou Cassius.

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Teste de produção de um litro de álcool em gel antisséptico

Para o outro bolsista do projeto, Lucas Vinícius Campos da Silva, 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio, o primeiro contato com a pesquisa científica tem sido proveitoso não somente pela possibilidade de acesso ao estudo das ciências, mas também poder beneficiar a sociedade. “Tem sido uma experiência nova e muito proveitosa poder aprender sobre a química e biologia através de um projeto de pesquisa científica”, destacou Lucas

O coordenador do projeto destaca a importância do apoio da Fapeam através do PCE para a formação complementar na vida profissional e acadêmica desses estudantes. “A iniciativa da Fapeam capacita os alunos a vislumbrar campos de pesquisas que eles não tinham conhecimento e futuramente esses cientistas Júnior vão contribuir de alguma forma com o desenvolvimento da ciência”, disse o coordenador.

TEXTO: Departamento de Difusão do conhecimento – Decom/ Fapeam

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