Pesquisa busca entender como formigas se distribuem na floresta amazônica


Pesquisa auxiliará nas discussões sobre monitoramento da biodiversidade amazônica

Pesquisa busca entender como formigas se distribuem  na floresta amazônica

Considerados insetos interessantes para estudos ecológicos devido sua ampla representatividade nas florestas tropicais, as formigas são o objeto de estudo do doutor em Ciências Biológicas, Jorge Luiz Pereira de Souza. Com o apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o cientista busca entender como as espécies de formigas se distribuem ao longo do tempo na floresta amazônica. A previsão é que a pesquisa seja concluída até o fim de 2016.

“Queremos compreender como as espécies de formigas interagem entre si, com os outros organismos e o clima no local de estudo. Com isso ter respostas mais refinadas e diferenciadas sobre os eventos casuais (como, por exemplo, a substituição de uma espécie por outra) e eventos raros (como, por exemplo, a extinção local de uma espécie). Existe a ideia e o potencial de expandirmos (o estudo) para outros locais até chegarmos naqueles onde o efeito negativo da expansão humana mostra seus efeitos”, disse o pesquisador.

Com o projeto de pesquisa, realizado no âmbito do Programa Universal da Fapeam, o grupo de pesquisa pretende fomentar as discussões sobre o monitoramento da biodiversidade amazônica tendo em vista que os resultados parciais indicam que o estudo com todas as espécies em conjunto fornece informações importantes para o monitoramento da biodiversidade.

Inicialmente, os estudos são realizados na Reserva Adolpho Ducke, situada na zona Leste de Manaus. Segundo o pesquisador, o estudo deve ser realizado em outras áreas da capital. Ao término do projeto de pesquisa será possível identificar as causas das mudanças na Amazônia.

“Isto pode ter um implicação grande em políticas públicas relacionadas ao monitoramento e preservação da biodiversidade. Fazendo uma analogia, trabalhos com séries temporais podem ser comparados a um “filme” ou “foto-sequencia” de um determinado estudo, ao passo que os estudos baseados em uma única coleta seriam uma “fotografia”. Assim, fica fácil perceber que os estudos com séries temporais agregam mais informações e detalhes do organismo estudado e das suas interações com o meio ambiente”, disse o pesquisador.

Réplicas temporais

De acordo com Jorge Souza, o projeto de pesquisa tem, principalmente, dois diferenciais. O primeiro é a utilização de réplicas temporais em si, o que possibilita trazer novas respostas sobre como as formigas interagem com a floresta e clima ao longo do tempo.

O segundo é estar dentro do escopo de protocolos de coletas padronizados do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). A padronização facilita as comparações entre locais (no Brasil e no exterior) e, também, está em consonância com as solicitações dos órgãos regulamentadores, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Entenda a importância das formigas:

Pesquisa busca entender como formigas se distribuem na floresta amazônica

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o Universal Amazonas

O Programa tem como objetivo ampliar a produção científica, tecnológica e de inovação em caráter interdisciplinar, incentivando a consolidação da infraestrutura institucional e a difusão dos resultados das pesquisas, contribuindo, assim, para o desenvolvimento do Amazonas.

Francisco Santos / Agência Fapeam

Infográfico: Lícia Gonçalves / Agência Fapeam

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